Engenharíadas

 
História

O Engenharíadas (ou Engenhas, como é popularmente conhecido) é uma disputa entre faculdades de engenharia. É uma das jovens competições que a Poli fundou e da qual participava até 2011.

Ocorrendo desde 1999, em suas primeiras edições contou com disputas acirradíssimas contra o Mackenzie e em 2006 o número de títulos estava empatado em 4 a 4 com os mackenzistas.

Em seus melhores anos, o Engenharíadas tornou-se um dos maiores campeonatos universitários do país com público superior a 4.000 pessoas, entre torcedores e atletas.

Em 2007 a Poli sagrou-se campeã num clima de muita tensão e discórdia e, devido à completa confusão e desorganização da Comissão Organizadora (CO) ao longo dos anos, decidimos não participar da edição de 2008. Nesse ano então, sem a participação da Poli, a competição não andou direito, sofrendo uma alteração de data em cima da hora, entre outros absurdos.

Saída da Poli

 


Vendo a competição que fundamos se afundando, decidimos voltar em 2009 para tentar consertá-la. Nesse mesmo ano, ganhamos nosso sexto título e no ano seguinte, o sétimo.

Porém, nas edições seguintes houve diversos problemas relacionados à falta de comprometimento de algumas Atléticas e à postura falha da CO, não lembrando em nada as emocionantes edições do início da última década, culminando, em 2011, na saída da Poli, mais uma vez carregando a taça, agora pela oitava vez.

Enquanto participantes, fomos os maiores campeões das Engenharíadas, os únicos octacampeões, enquanto o Mackenzie, em segundo lugar, possuía apenas 5 títulos.

A partir de 2011, o Engenharíadas foi perdendo força. A Unicamp, campeã em 2012, também abandonou a competição devido a falta de comprometimento da Comissão Organizadora.

Em 2016, o Engenharíadas foi finalmente extinto.

O Retorno


E o Engenharíadas? Por que a Poli não participa? Quando vamos voltar? Foram essas perguntas diárias por seis anos que membros da AAAP se desdobravam para responder e tentar saciar os ânimos de nossos alunos, ansiosos para demonstrar o orgulho politécnico no sempre provocante inter entre as maiores faculdades de engenharia do estado.

Saímos em 2011. Ano em que nós nos sentimos injustiçados por ter uma Liga amplamente contrária à Escola Politécnica. Sofremos punições desproporcionais e tiraram-nos o título no “tapetão” apenas por defendermos as cores azul e amarela. Maiores detalhes dos motivos e do processo de saída talvez sejam enfadonhos à maioria de vocês, leitores, mas é importante salientar que o panorama dos jogos era insustentável.

Decisão tomada, restavam-nos apenas a InterUSP e o Sampira. Foco total às duas competições, mas faltava um pouco mais. Faltavam jogos que acendessem nosso espírito politécnico; jogos em que pudéssemos mostrar a todos porque somos a escola mais fudida do Brasil. Voltar era importante.

O Engenharíadas sobreviveu em claro declínio até 2015, visto que já não tinha todo apelo social e esportivo como nas edições até 2011. Não houve torneio em 2016, ano em que nós começamos a articulação para a volta da competição. Reerguemos uma das maiores rivalidades nos jogos universitários G6, Poli x Engenharia Mackenzie. Era o necessário para terminar de fato o antigo Engenharíadas e dar um novo passo para recomeçar a competição.

Logo após o fim do G6, já começamos a organização do retorno do Engenharíadas. Tivemos que convencer as grandes faculdades de engenharia de que podíamos sim fazer uma competição sustentável e apagar quaisquer resquícios de épocas anteriores. Afinal, já tinha se passado uma geração de engenheiros desde a última edição em que a Poli estava.

Foi duro, trabalhoso, desafiador. Por que será que dessa vez daria certo? De fato, ainda hoje duvidamos que alguém soubesse a resposta de imediato. Talvez pela vontade e pelo sonho da comissão organizadora de que tudo se tornasse concreto.

O tão esperado retorno do Engenharíadas aconteceu em São Carlos, no feriado de proclamação da República de 2017, de 7 a 10 de setembro. Contou com as delegações da Poli, Engenharia Mackenzie, Mauá, FEI, Federal do ABC, Engenharia Santos e Engenharia FAAP. Foi um Engenhas incrível. Partidas emocionantes, torcidas fanáticas, festas maravilhosas e integração intensa. Tudo grandioso, digno de uma volta como a merecida para um dos inters mais tradicionais do mundo universitário.

Para concretizarmos os jogos com chave de ouro, bastava apenas a definição do campeão geral. No xadrez, contra o Mack, vencemos no desempate e ninguém nos alcançava mais na pontuação geral. Deu o esperado, deu a maior faculdade de engenharia da América Latina, deu POLI. Com esse resultado, mantém-se a freguesia da faculdade situada na Consolação, que não ganha de nós há mais de 10 anos.

O Engenhas está de volta! O campeão está de volta!