Elas pelas Exatas
Você queria ser engenheira quando era criança? Eu não.
Na verdade, eu nem sabia o que um engenheiro fazia. Médico cuida de pessoas - simples. Chef cozinha. Arquiteto projeta prédios. Mas… e um engenheiro?
Eu conhecia alguns engenheiros: meus tios. Um era consultor de empresas, outro trabalhava no governo, outro consertava carros. Todos homens e com vidas completamente diferentes entre si. Não havia nada que os unisse além da palavra engenharia. E eu não sentia que essa fosse uma palavra que também me incluísse.
Porém, acabei virando engenheira e meio que por acaso: por dúvida, por sugestões de amigos, da família, e até da internet. Não foi parte de um plano, nem um sonho de infância. Mas, em algum momento depois que entrei na Poli, engenharia virou algo muito meu.
Hoje, ainda não sei explicar em uma palavra o que um engenheiro faz. Talvez porque engenharia não seja uma coisa só. A própria Poli tem cursos completamente distintos - e, com eles, pessoas trilhando caminhos muito diferentes. Gente que está em time de esportes, que passa horas no laboratório, que lidera grupos de extensão, que trabalha em grandes empresas. E eu consigo me ver nessas pessoas, me ver nesse mundo. Um mundo que não é só de pessoas como os meus tios, mas também das minhas amigas engenheiras e das mulheres que conheci que trilharam carreiras incríveis.
A engenharia não mudou. O que mudou foi o que eu consigo enxergar. E quantas futuras engenheiras nós já perdemos porque elas nunca conseguiram se enxergar em um lugar como a Poli? Eu quase fui uma delas.
É aí que entra o ELAS Pelas Exatas, um grupo de extensão de cunho social. Nosso trabalho é colocar meninas em contato com a engenharia antes que elas decidam - muitas vezes sem perceber - que esse não é um lugar para elas. Porque a engenharia acaba se parecendo com quem a faz. E essas pessoas podem ser elas também, se elas quiserem.
E se você é uma mulher ingressando na Poli hoje, deixa eu te dizer que não é porque você foi procurar sua turma no listão e a maioria das pessoas eram homens que a Poli não é para você. Não é porque você não conhece tantas engenheiras assim que você não será excelente nessa profissão. Nós também somos um grupo que cria uma rede de conexão e apoio: um espaço seguro para todas as politécnicas chamarem de seu - e estamos aqui para te ajudar a achar qual é o seu caminho dentro da engenharia. (E, sim, de quebra, ainda temos algumas horas de AEXs.)
Se você chegou até aqui, talvez esse projeto também seja um pouco seu. Converse com a gente no @elaspelasexatas (Instagram). Nós adoraríamos te conhecer.
Com carinho,
Karol
Diretora Geral do Elas Pelas Exatas