Escritório Piloto
O Escritório Piloto é um laboratório interdisciplinar, localizado na Sala S33 do prédio da Engenharia Civil e Ambiental, voltado à extensão popular que conta, em 2025, com 6 grupos de extensão e 3 coletivos sociais, totalizando assim 9 grupos participantes: PoliGNU, Amphibia, Move EP, Elas pelas Exatas, Fala Sério, Da Periferia para o Mundo, PoliGen, Poli Negra e Poli Pride. Também já amparou famosos grupos como AgroEco, Bandeira Científica, Enactus e Museu Para Quem?.
Criado em 1953, o EP surgiu com o intuito de permitir que os estudantes de engenharia civil pudessem aplicar projetos reais de suas áreas. Logo nos seus primeiros anos de existência, passou a integrar o Grêmio Politécnico como um departamento. Assim adquiriu um viés social: os projetos realizados seriam para comunidades em vulnerabilidade socioeconômica.
Desde o início, o EP contou com o auxílio docente da Poli e, no decorrer de sua história, deixou de ser centrado na Engenharia Civil e abarcou as demais áreas da engenharia e de outros cursos, mantendo o viés social. Em momentos passados, como na década de 1980, o EP participou do planejamento e da reforma do CRUSP, sendo esse o primeiro projeto de Retrofit feito no Brasil.
A extensão que o EP faz é a do tripé da Universidade “ensino, pesquisa e extensão”, ou seja, é a de devolver à sociedade diretamente. Nesse conceito de extensão popular, o Escritório Piloto trabalha, principalmente (mas não exclusivamente), com a engenharia popular, por ser um laboratório interdisciplinar no universo da Poli, bem como um local de acolhimento e refúgio de minorias no dia-a-dia da universidade. Para aplicá-la, o EP traz consigo uma gestão horizontal, ou seja, não há pessoas que comandam o grupo diretamente.